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Por isso, o Jardim Botânico programou uma série de atividades para mostrar aspectos surpreendentes desse bioma, com visitas guiadas, roda de conversa, jogos e desenhos animados, entre outras atividades. Haverá também distribuição de folhetos na bilheteria e no Centro de Visitantes, com informações sobre espécies da Caatinga cultivadas no Arboreto, e produtos à venda na Loja da Associação de Amigos do Jardim Botânico com estampas criadas especialmente para o evento.
De acordo com dados do Ministério do Meio Ambiente, a Caatinga abrange área de 844.453 quilômetros quadrados, o que corresponde a 11% do território nacional, englobando todos os estados da Região Nordeste e o norte de Minas Gerais. Como em outras regiões de mata seca no continente americano, as espécies de plantas da Caatinga têm adaptações que lhes permitem sobreviver a períodos de seca extrema. Segundo o Jardim Botânico,ainda há muito a ser descoberto sobre a diversidade da flora desse bioma.
A Semana do Bioma Caatinga é parte do Programa Jardim Botânico Nacional: Biomas, cujo objetivo é contribuir para a conservação dos biomas brasileiros por intermédio da conscientização ambiental, divulgação e disseminação do conhecimento. A iniciativa pretende também facilitar as interações entre a sociedade e os diferentes biomas, por meio dos espaços, coleções e práticas científico-culturais do Jardim Botânico do Rio.
Deste domingo até o próximo sábado (30), com exceção apenas da quarta-feira (27), o restaurante Green Garden servirá cardápio nordestino, com destaque para o baião garden (baião-de-dois) e filé-mignon ao molho melaço de cana com queijo coalho. O drinque silvestre traz graviola e vodca com frutas silvestres vermelhas.
Nos mesmos dias, com exceção da quarta-feira, haverá exibição do desenho animado Mata Seca, em sessões contínuas das 8h às 17h, no Centro de Visitantes. A entrada é gratuita. Produzida pela rede de pesquisadores e conservacionistas DryFlor, a animação mostra a importância desse tipo de vegetação, existente na Caatinga, e busca sensibilizar para seu uso sustentável e sua preservação.
Hoje e amanhã (25), o público poderá participar da Trilha Guiada da Caatinga, às 13h30, com ponto de encontro no Centro de Visitantes. O pesquisador Marcus Nadruz, curador de Coleções Vivas do Jardim Botânico, levará os visitantes em uma caminhada para conhecer espécies da Caatinga presentes no Arboreto, como o juazeiro (Ziziphus joazeiro) e o mulungu (Erythrina velutina). O acesso ao Arboreto é pago.
Na terça (26) e na quinta-feiras (28), a visita guiada Cactos da Caatinga: entre espinhos e flores, às 10h30, levará os visitantes ao Cactário do Jardim Botânico com o curador Diego Gonzaga. Plantas resistentes e adaptadas a ambientes com baixa disponibilidade hídrica, os cactos compõem a paisagem de muitos biomas, principalmente da Caatinga. Exemplares de mandacaru, quipá, xique-xique e coroa-de-frade tornam o espaço especial e encantador para os visitantes.
Nos dias 28, 29 e 30 estão programadas atividades lúdicas sobre a Caatinga, com horários de 9h às 16h na quinta e sextas-feiras, e de 9h às 12h, no sábado. Os eventos ocorrerão no Museu do Meio Ambiente e têm entrada gratuita. Jogo da memória, cartilha didática do bioma e exibição de um desenho animado da série Os Guardiões da Biosfera – Episódio Caatinga são as atividades organizadas pela equipe de Educação Ambiental do Jardim Botânico para públicos de todas as idades.
Também para o Museu do Ambiente, no sábado, às 10h30, está programada a roda de conversa Fulorando no Sertão: Prosas de Um Caatingueiro, com ingresso franqueado ao público. A Caatinga tem fama de ser inóspita, pobre em vegetação, quase desértica. Mas será que é mesmo assim? A resposta será dada pelo pesquisador Domingos Cardoso, da Universidade Federal da Bahia, que vem ao Jardim Botânico do Rio para mostrar aspectos surpreendentes do bioma onde, como ele diz, “as flores pipocam”. Haverá sorteio de dois exemplares do livro Sertões Adentro – Viagens nas Caatingas, Séculos XVI a XIX, organizado pela pesquisadora Lorelai Kury, da Casa de Oswaldo Cruz da Fundação Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz), doados pela editora Andrea Jakobson Estúdio para o evento.
Os ingressos para o Arboreto encontram-se à venda na bilheteria e no site do Jardim Botânico, com valores que vão de R$ 17, para visitantes residentes na área metropolitana do Rio de Janeiro; R$ 27, para visitantes residentes no Brasil; R$ 50, para visitantes estrangeiros oriundos do Mercosul; e R$ 67, para demais visitantes estrangeiros.
Texto: Alana Gandra | Foto: Marcelo Camargo – Agência Brasil
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]]>The post Pesquisa da UFCG mapeará espécies vegetais do semiárido paraibano com apoio do Funbio appeared first on Universo Acadêmico.
]]>De autoria do doutorando Aldair dos Santos Gomes, a pesquisa tem por objetivo principal fazer um mapeamento de espécies vegetais da região que compreende a nascente do Rio Taperoá, no município de Teixeira, até o perímetro urbano do município de Desterro, no Semiárido Paraibano.
A chamada de 2021 recebeu 348 propostas de todo o Brasil, das quais 37 foram selecionadas, somando um total de R$ 1,14 milhão em apoio. O projeto da UFCG receberá R$ 36.328,00, com prazo de execução de janeiro de 2022 a fevereiro de 2025.
Confira aqui o resultado.
“A pesquisa é de grande importância principalmente quando se leva em consideração a área de execução tendo em vista as poucas pesquisas realizadas na caatinga. A execução do projeto dará grande contribuição no tocante ao mapeamento de espécie vegetais na região. Neste sentido, a pesquisa almeja ter como resultado subsídios técnicos e científicos capazes de contribuir para criação de modelos de gestão baseados em ecossistemas”, explica o pesquisador.
Aldair, que ingressou no doutorado em março deste ano sob orientação da professora Viviane Farias Silva, está neste momento sem bolsa da Coordenação de Pessoal de Nivel Superior (Capes). Então, a aprovação do projeto veio em ótima hora. O valor da bolsa será usado na compra de equipamentos; gastos com viagens mensais ao local da pesquisa; coleta de sementes durantes as viagens a campo para doar para a UFCG e ONGs da região onde será realizado o estudo para que as mesmas produzam mudas de árvores nativas; captura de imagens aéreas do local em estudo; elaboração de mapas de vegetação e de cobertura e uso do solo; viagens para mobilização dos participantes do workshop; realização de cursos na comunidade.sobre mapeamento e valoração de bens e serviços ecossistêmicos; análises estatísticas utilizando o software Mata Nativa; compilação de dados para uso no InVest; apresentação de resultados parciais em eventos científicos; coorientadoção de alunos de iniciação cientifica (PIBIC) e apresentação dos resultados finais aos gestores públicos locais e instituições parceiras como associações de agricultores da região.
Para o pesquisador, a aprovação do projeto é muito gratificante. “Fiquei imensamente satisfeito, principalmente, por conta das minhas raízes pessoais. Sou filho de agricultores e sempre tive muita dificuldade de ter acesso ao ensino. Por morar no interior, sou de Desterro, onde o acesso ao ensino superior público é mais difícil, então, chegar a fazer um doutorado já é um sonho e ter um projeto de pesquisa selecionado entre mais de 300 é muito gratificante. Fica o exemplo, que com a persistência é possível vencer muitas barreiras e chegar longe”, declara.
Sobre o Funbio
O Funbio é um mecanismo financeiro nacional privado, sem fins lucrativos, que trabalha em parceria com os setores governamental e privado e a sociedade civil para que recursos estratégicos e financeiros sejam destinados a iniciativas efetivas de conservação da biodiversidade.
Desde o início das atividades, em 1996 o Funbio já apoiou 340 projetos que beneficiaram 278 instituições em todo o país.
Entre as principais atividades realizadas estão a gestão financeira de projetos, o desenho de mecanismos financeiros e estudos de novas fontes de recursos para a conservação, além de compras e contratações de bens e serviços. Saiba mais em https://www.funbio.org.br/
Texto: Ascom UFCG
Imagem ilustrativa: Natureza foto criado por wirestock – br.freepik.com
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